Canção de ninar

Quero fugir para os seus braços
Fazer parte dos teus laços
E sei que hei de passar por mil encalços
Mas que sejam acasos apenas,
De uma história que se apoia
Em noites
 de sonho,
E nada de sono.
Em promessas fugidas,
De vontades avessas.
Palavras escritas
De um livro de contos.

E são meros acasos
Carregados num grande fardo.
Guardados, afundados, escondidos,
Suprimidos, deixados.
Ignorados.
Sim! Ignorados.
Para que ao deitar
E aos poucos aquietar meus pensamentos
A última coisa que me lembre seja
Uma estrada que termine antes dos meus passos
Seguida pelo calor dos seus abraços.



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