O lugar
Tem um lugar vazio bem ao meu lado,com cheiro de poeira e mofo.
Lugar vazio, cheio de imagens. Desenhos de um futuro esquecido,e rabiscos de um passado a ser vivido. Não é um lugar grande,e nem pequeno. Tem espaço suficiente para uma vida e conforto para uma alma. Vive intacto, protegido por mim. Gosto do formato dele, cheio de peculiaridades. Apesar de velho, nunca foi usado. É um ótimo lugar pra se ficar, mas não gosto da ideia de alguém usá-lo. Gosto das lembranças do seu vazio, gosto do cheiro do seu silêncio. As coisas mudam ao redor dele, mas ele não. Fica ali, intacto. Me pego encarando-o por horas, todos os dias.
Às vezes cuido dele mais do que o necessário, preparado para ser ocupado. Mas depois me esqueço, deixo a poeira acumular de novo. Quebro coisas nele, outras vezes decoro. Faço festas ao seu lado, ignoro. Então choro e peço desculpas por ter deixado ele de lado. Prometo nunca mais abandoná-lo, ficar ali de vigia, bem pertinho. Mas depois me esqueço, brigo com ele. Aí eu escrevo, dezenas de páginas pedindo desculpas, e xingo também, às vezes sem motivo. Então me questiono do motivo, que nem eu sei explicar, parece que esqueci, mas não deixei o lugar. Ele fica ali, bem ao meu lado, corro dele por parecer assustador. Mas depois volto as pressas pra ver se está tudo bem. E ele continua ali, me encarando. Me pergunto porque fico ali, é apenas um lugar...vazio.
Lugar vazio, cheio de imagens. Desenhos de um futuro esquecido,e rabiscos de um passado a ser vivido. Não é um lugar grande,e nem pequeno. Tem espaço suficiente para uma vida e conforto para uma alma. Vive intacto, protegido por mim. Gosto do formato dele, cheio de peculiaridades. Apesar de velho, nunca foi usado. É um ótimo lugar pra se ficar, mas não gosto da ideia de alguém usá-lo. Gosto das lembranças do seu vazio, gosto do cheiro do seu silêncio. As coisas mudam ao redor dele, mas ele não. Fica ali, intacto. Me pego encarando-o por horas, todos os dias.
Às vezes cuido dele mais do que o necessário, preparado para ser ocupado. Mas depois me esqueço, deixo a poeira acumular de novo. Quebro coisas nele, outras vezes decoro. Faço festas ao seu lado, ignoro. Então choro e peço desculpas por ter deixado ele de lado. Prometo nunca mais abandoná-lo, ficar ali de vigia, bem pertinho. Mas depois me esqueço, brigo com ele. Aí eu escrevo, dezenas de páginas pedindo desculpas, e xingo também, às vezes sem motivo. Então me questiono do motivo, que nem eu sei explicar, parece que esqueci, mas não deixei o lugar. Ele fica ali, bem ao meu lado, corro dele por parecer assustador. Mas depois volto as pressas pra ver se está tudo bem. E ele continua ali, me encarando. Me pergunto porque fico ali, é apenas um lugar...vazio.



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